Fatores determinantes para a escolha da Especialidade Médica (Residência Médica)

Você já escolheu ser médico.

Sempre temos histórias dessas escolhas: influência de alguém importante, um pai ou mãe médico, um desejo desde sempre em cuidar e/ou ajudar, ou como no caso daquela médica que ainda garotinha com 5 anos de idade ao lado do leito de sua avó enferma, fazendo massagem escutou da avó: “você tem mãos de médica”, e ali naquele momento ela se “tornou” médica.

Mas sua história, seja qual for, continua e agora pela frente uma nova escolha: sua futura Residência Médica, pois não basta ser médico, tem que se especializar, e se essa escolha não for bem feita, seu futuro poderá estar comprometido, uma vez que essa será, em boa medida, sua profissão e o que você fará nos próximos 30 anos ou mais.

E aqui começam as dificuldades:

São 55 especialidades, desde Acupuntura até Urologia;

  1. São 55 especialidades, desde Acupuntura até Urologia;
  2. Algumas com perfil clínico, outras cirúrgicos, algumas intermediárias e ainda as tecnológicas;
  3. Estudos apontam que em média 78% dos estudantes de medicina ainda não decidiram sua especialidade;
  4. 50% dos alunos já descartaram uma possibilidade de especialidade que haviam considerado seriamente;
  5. Quase nenhum contato no internato com algumas especialidades como medicina esportiva, nutrologia, medicina nuclear entre outras;
  6. E por fim, a escolha é complexa, multifatorial onde as variáveis vão desde idade, sexo, atributos pessoais até qualidade de vida, remuneração, ambiente de trabalho…etc.

Então não causa espanto o tamanho da dificuldade, dúvidas e o quanto isso assombra os estudantes principalmente que se encontram no fim do curso que no meio de tanta coisa, ainda tem que tomar essa decisão.

Como acertar nessa escolha?

  1. Afinidade: diz respeito às especialidades que você mais se identifica e na qual a sua personalidade encontra-se em conformidade com a dinâmica de atuação do especialista. Por exemplo uma personalidade altamente introspectiva e reservada poderá tem maior afinidade com especialidades em que o contato com o paciente seja reduzido, a exemplo de Radiologia;
  2. Estilo de vida médico e qualidade de vida: Algumas especialidades são mais demandantes do que outras. Algumas especialidades da área cirúrgica exigem muitas horas em pé, ou disponibilidade para emergências. Outras exigem esquema de plantões. No entanto especialidades como, por exemplo, Dermatologia  possivelmente o médico tenha maior controle dos seus horários;
  3. Tipo de relação médico/paciente: diz respeito se a preferência é por uma relação de curto prazo ou longos acompanhamentos. Cuidados primário ou hospitalar. Ou ainda cuidado urgente ou não urgente;
  4. Mercado e Futuro da especialidade: Diz respeito a salários, possibilidade de ganhos a curto ou longo prazo, distribuição demográfica, concorrência, reservas de mercado, evolução tecnológica da especialidade;
  5. Influências: de professores, parentes próximos, exposição no curso;
  6. Residência: Diz respeito à disponibilidade de vagas, anos de residência e acesso direto x acesso indireto.

Por fim uma boa escolha determina um bom médico e um bom médico propiciará uma vida saudável, estável, realizadora e feliz!!

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